Estou numa fenda
A me defender dos abalos sísmicos
com medo de me perder em meio ao magma fervente
Parei faz tempo nesse corpo cosmo
que me paira e me para
Pareço agora uma particula de quartz ao sol
Um pedaço de nada a me nadificar a cada dia
a diminuir a minha quase meia vida...
Quero um sol pra dar rumo
nessa minha síntese que não é foto
pelo avançando da noite.
Nesse meu insistir prolixo de acoite.
Quero uma causa eterna que venha de fora.
Quero lembrar de pôr
o meu eu que se perdeu pra fora.
Daixá-lo sozinho na chuva
pra ver se ele cresce
Mudar de endereço
e ver se amanheçe
expandir até explodir
no todo que acontece!!!
Cristina Lino do Nascimento 10/03/12 tarde
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