12 de set. de 2012

Ao meu filho ou filha que vai Nascer


De novo tua novidade complexa me apovora.
De novo meu corpo não é meu
É Ele concertando a história
Aplainando os caminhos de quem descreu
Agora mais calma
Ele limpa os espinhos que tanto sangue verteu
A minha vida que se escreve
a minha revelia aqui por dentro
Sugando as forças do verme
que eu me fiz com o tempo.
Depois que a semente apodrece
gera algo de bom, de novo, de vivo
a morte subverte e o hoje me veste
como um destino.

Cristina Lino do Nascimento 20/04/2012

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