21 de mar. de 2012

Orquídea

Sou corpo
Sem fotografia parado no escuro
Fiz toda minha vida em redor
Dessa àrvore frondosa
Tão segura de si quanto o firmamento
Era mais provável por um momento
que as estrelas começassem a cair
que essa minha tênue existência pudesse ruir...
Lancei minhas raizes o mais forte que pude nessa seiva.
Queria tudo o tempo todo agora.
Quis tanto a força dela que perdi a minha.
Esqueci que assim como as núvens mudam de lugar
os galhos crescem numa loucura sem par
E a àrvore quis se libertar!

E agora estou com os pés em raizes sem ter onde chegar
Queria ser núvem e me condensar
mas, tenho cor, tenho corpo e pesar
muito pesar de não me ter feito pra mim;
de só pensar em enfeitar;
de ser frágil ... e secar assim.

Cristina Lino do Nascimento 10/03/12 cedo

2 comentários:

Karel Odhara disse...

quantos versos você cortou do original??
seiva aqui parece ter uma (semâ)ntica diferente

Cris e Thy disse...

vc sempre vendo o lado sexual da coisa... estou falando de seiva enquanto vida... no fundo essa seiva q vc falou tb é vida...