4 de abr. de 2009

Em Sangue Sybil Veneno de Esmalte

Entendo a loucura
Insanidade não é coisa que se haja entender
Deixe-me chorar lágrimas de tinta aos teus pés
Meu verso não acaba nunca
E o enterrar dele é um remexer de próprio poema


Poderias me ensinar a escrever, poeta
Mas, preferes me ensinar a assassinar-me assinando em sangue minha sentença.
Existir contemplando o nada no vão da existência
É de fato ser
Porém, ser sem os parâmetros da finitude infinita do universo
É caminhar o dia inteiro e não achar nada
além das bolhas nos pés...
Nem os espinhos poéticos dos nossos cortes flor nos alegram
se não pudermos criar através de cadáveres.


... Daniel empilha ossos na cova dos leões...
Na Grécia antiga só há mortos e ninguém faz nada
além de repetir niiliticamente o espetáculo....


E eu desejei tanto ir além contigo
Por um minuto fui Rimbaud no telhado as avessas
e a tua verdade que não é toda fez cegar meus olhos
De tanto brilho.


Quando toquei e vi que ali estava
estava ali também toda a materialidade do mundo
e eu acreditei tanto que era real
e eu quis por demais a ponto de não importar-me com isso


a linha que minha mão percorreu em você
fez-me perder a noção que o real geralmente não existe
É projeção...


Tu és tudo que preciso


Mas, me perdoe se quebro a redoma com o machado
Para ver de perto o caos que me transportará ao absoluto


Paro, para adorar!


Cristina Lino
7°mês do rei ThyIV

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