6 de dez. de 2015

ESCRITOS PARA UMA LOUCURA INSANA

Nada mais de neuróticos normais.
Eu quero sangue!
E privacidade, por favor!
Será que ninguém pode escrever só no ônibus¿
Será que estou flertando com a moça ao lado¿
A moça ao lado sou Eu
Assim como os outros 6 bilhões de habitantes da terra.
E o que passar disso é procedência maligna.

Quantos vinhos preciso beber
E quantas taças quebrar
Para Deus escrever pra mim
Só pra mim!
Nem que seja uma sentença de morte.
Ou antes, seja uma sentença de morte!
Que sorte não ter Daniel:
Nós nunca vamos saber
Vamos sempre inventar
Do pó, à terra e ao ar.
Não vou me envergonhar
Do que escrevo
Descrevo sinapses cerebrais
Infelizmente meu corpo ainda não treme;
Freme por cessar esta droga de poema.
Tema .
-O meu fracasso, que o mundo tema!     

Cristina Lino do Nascimento 26/10/2009

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