18 de nov. de 2013

LIBERDADE

Acho que te perdeste na correnteza
sem cordas do teu rio...
E agora teu corpo a boiar
percebe como é difícil regar
essas flores de angústia e papel.
Como é difícil mantê-las vivas e feitas
ao lado do corpo teu.
Fronteiras: são margens engraçadas,
imaginadas e difíceis de delimitar ...de conve(n)(c)cionar
junto a força centrifuga-centrípeta
de teu giro, redomoinho furacão
E é por isso que sou terra
Tú me cercas e cercas são tão simples:
Arame farpado cravado nas costas.
Como vai teu país de aliança sem alianças?
Como vai teu corpo azul de veias estáticas?
-Há um boneco no gelo largado...
-Há um vidro inteiro quebrado...
-E um frágil títere:
                     Sutilmente parado.
                                                   Cristina Lino do Nascimento 10/05/2010




Nenhum comentário: