24 de mai. de 2010

Aos novos céticos

Suas línguas bem mais...
agudizantes e espadais
que as dos cavalos de Guernica
pendem flácidas
como um falo languido
inexcitado indesejado

Se o arvorecer do sonho
dos mitos criam
toda vida e a
própria arte permite a
existência por meio
da dialética magritteana
do falseamento

O descrer do realmente real
traz o mais vazio dos frios à espinha do cosmos.
Me dê um beijo e esqueça
sua fé na certeza,
seu dogma cético,
seu des-pre-conceito mármore
sem gula e jejum
mais comedido
que um funcionário
engravatado, engavetado
por seus processos não heraclitianos

As belas rimas que
con-verso metrificadas
tão adolescentes como os seios murchos e impultos
de uma mulher sem vida, de uma mulher perdida...
dispa todos, um por um, devagar...
E eu verei você perfeito: impávido, sem par!

1º semestre de 2005 última pétala da infância

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